Quando migramos do processo em papel para o digital mudamos apenas o suporte.
Todos os termos (certidões, vistas, ciências, "carimbos") foram mantidos. O novo processo era o mais do mesmo, porém, digitalizado. De início, o consumo de papel até aumentou, porque simplesmente não queríamos ler processos nas telas.
Mais de 10 anos se passaram para que se percebesse que o processo digital pode ser diferente. Os atos processuais clássicos cederam lugar aos "eventos". E está tudo bem.
Minha impressão é que, com a IA, acontece um pouco disso. Tudo o que fazemos hoje é submeter o processo e um prompt a uma API.
Seria muito importante repensar nossos fluxos de trabalho e adaptá-los à nova tecnologia, com superação da cultura institucional e do nosso imenso apego ao formalismo.